Desmistificando a lenda de uma alma imortal

16 de maio de 2015

A Lenda da Imortalidade da Alma - LIVRO



É com uma enorme alegria e satisfação que eu anuncio que, depois de 3 anos de muito estudo e trabalho, meu livro sobre a imortalidade da alma e a vida após a morte finalmente está concluído, revisado e disponível para impresso. O livro foi dividido em duas partes, uma que trata sobre a constituição da natureza humana e acerca do estado intermediário entre a morte e a ressurreição (i.e, onde os mortos estão agora) e o outro onde eu abordo o estado pós-ressurreição daqueles que morreram sem Cristo, intitulado: “A Verdade sobre o Inferno”.

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15 de maio de 2015

Desmascarando Itard e sua ridícula interpretação de Lucas 23:43



Introdução

Quem me conhece sabe que eu não saio por aí refutando todo mundo que me ataca pela internet indiscriminadamente. Eu sou muito seletivo. Se quem me atacou é conhecido e usou argumentos, eu não perco tempo e faço logo uma elaborada refutação ponto por ponto. Se quem me atacou é conhecido mas não tem argumentos, eu não faço contra-argumentação nenhuma, pois não há nada para ser refutado e também não há a mínima chance de que o artigo em questão venha a mudar a opinião de alguém sobre algo. E se quem me atacou não tem argumentos e nem é conhecido, é aí que eu não ligo mesmo. Não dou a mínima.

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13 de setembro de 2014

O que é a alma? A alma é imortal? (Vídeo)


Neste vídeo-aula eu mostro o significado bíblico fundamental de “alma” e refuto a ideia imortalista de que a alma seja uma entidade imaterial e imortal que subsiste após a morte com consciência e personalidade no Céu.
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6 de setembro de 2014

Os Pais da Igreja e a imortalidade da alma (Vídeo)



Neste vídeo eu abordo a questão da imortalidade da alma à luz dos escritos dos Pais da Igreja, a fim de descobrir se os primeiros cristãos criam que a vida póstuma se dava antes da ressurreição ou se eles sustentavam que entrariam na vida eterna somente após a ressurreição do último dia.
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4 de setembro de 2014

Os judeus e a imortalidade da alma (Vídeo)



Neste segundo vídeo-aula sobre o tema da imortalidade da alma eu trato sobre a questão histórica do judaísmo e suas crenças a respeito da vida após a morte, no período pré-exílio e no pós-exílio, demonstrando com fontes históricas judaicas que os hebreus não criam na imortalidade da alma até serem deportados pela Babilônia na diáspora judaica e ficarem expostos à cultura grega no período helenista.
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Introdução à "Lenda da Imortalidade da Alma" (Vídeo)



Este é o primeiro vídeo-aula postado em meu novo canal no YouTube, onde faço uma rápida introdução sobre o tema, relativo ao primeiro capítulo do meu livro sobre o assunto. Nele trato brevemente sobre 1ª Coríntios 15 e sobre a primeira mentira implantada por Satanás na humanidade, através da serpente no Jardim (Gn.3:4).
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20 de janeiro de 2014

A Metáfora do Sono


A Bíblia Sagrada caracteriza a morte como um “sono”, daqueles que “estão dormindo”, em mais de setenta e duas situações diferentes, dentro do Antigo e do Novo Testamento. Uma listagem completa provavelmente nos faria superar os limites de escopo deste livro. Primeiramente, contudo, teremos que ver o porquê da morte na Bíblia Sagrada ser tão caracterizada como um “sono”. Qual era o objetivo dos escritores bíblicos e o porquê do uso de tal metáfora para o estado dos mortos ser tão utilizada pelos escritores.

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9 de janeiro de 2014

A Peshitta sobre Lucas 23:43



Peshitta. Uma tradução antiga da Bíblia no idioma síriaco baseada nos originais das Sagradas Escrituras. Remonta ao segundo e terceiro século da era cristã. É considerada até hoje pelos estudiosos como sendo a melhor versão já traduzida da Bíblia e é um dos manuscritos mais antigos existentes, profundamente importante na Crítica Textual. Encontrei neste link a tradução da Peshitta para o português, e, como era de se esperar, essa valiosíssima tradução verteu Lucas 23:43 da seguinte maneira:

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29 de dezembro de 2013

As visões teológicas sobre o inferno


Tem se falado tanto a respeito do inferno nos últimos dias que eu decidi tecer alguns comentários a respeito das principais visões teológicas quanto ao inferno, que vão além daquilo que eu escrevi em meu livro “A Verdade sobre o Inferno”. Há historicamente quatro visões predominantes sobre este tema, sendo elas:

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3 de novembro de 2013

O que significa levar cativo o cativeiro?


Paulo pregou a entrada no Céu por ocasião da ressurreição de Cristo? – Outro conceito que tem sido sistematicamente deturpado dentro da teologia imortalista é a tese não-bíblica mas amplamente divulgada entre os dualistas, que consiste no ensino de que, por ocasião da ressurreição de Cristo, os mortos justos que esperavam conscientemente no Sheol (que, como vimos, não é uma morada de espíritos desencarnados, mas puramente sepultura), partiram dali para o Paraíso, onde estão até hoje. Para isso, eles se apoiam em um único versículo bíblico, que é analisado de forma isolada e tão mal interpretado por alguns a tal ponto que foi necessário que os próprios imortalistas revissem essa tese e a refutassem em seus livros. O verso em questão trata-se de Efésios 4:8-9, onde Paulo diz:

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15 de outubro de 2013

A Lei Moral e a Doutrina do Inferno


A Lei Moral - Uma simples questão de raciocínio lógico já nos mostra a impossibilidade do tormento eterno. Por exemplo, você castigaria uma criação sua que pecou contra você durante algum tempo por um tormento sem um fim? Seja sincero, independente do que ele fez, você seria capaz de atormentá-lo no fogo em tempo sem fim? Não, eu diria que você (como um pai natural) o puniria de acordo com aquilo que ele merece, isto é, aquilo que ele fez por merecer pelas suas obras seria o tempo em que ele passaria sendo castigado, e não mais do que isso.

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Resumo simples sobre o inferno


A Bíblia Sagrada, em sua totalidade, afirma que cada um pagará de acordo com o que as suas obras fizeram por merecer:

Lucas 12:47,48“Aquele servo que conhece a vontade de seu senhor e não prepara o que ele deseja, receberá muitos açoites. Mas aquele que não a conhece e pratica coisas merecedoras de castigo, receberá poucos açoites. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido”

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24 de setembro de 2013

Os dois destinos finais: vida ou morte


“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o seu filho único, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (cf. João 3:16)

Esse versículo que você acabou de ler é, provavelmente, a passagem mais conhecida de toda a Bíblia. Mas talvez seja uma das menos bem compreendidas. Transmite exatamente a realidade do amor de Deus até mesmo pelo maior dos pecadores, ao ponto e dar o Seu único filho pela redenção da humanidade. Além de ser um dos textos mais belos de toda a Bíblia, ele nos apresenta uma realidade que veremos a partir de agora: A Realidade dos dois Destinos.

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14 de setembro de 2013

Por que meio estaremos com o Senhor?


E assim estaremos com o Senhor – “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (cf. 1ª Tessalonicenses 4:16,17).

Paulo deixa claro o modo pelo qual um crente pode "estar com o Senhor", expressando essa ideia ao longo de todo o contexto. Para os vivos, esse meio é o arrebatamento ou transladação dos crentes por ocasião da vinda de Cristo; para os mortos, esse meio é a ressurreição dos mortos. Paulo simplesmente não deixa qualquer outra alternativa aqui. Sobre este texto, Joe Crews fez essa importante observação:

"Observe o significado da palavra 'ASSIM'. Significa 'desta forma', 'deste modo', 'por esse meio'. 'ASSIM', desta maneira, por este meio, 'nós estaremos com a Senhor'. Ao detalhar, sem qualquer limitação, a forma e os meios pelos quais nós vamos estar com o Senhor, Paulo exclui todos os outros meios. Se existe outra maneira de conseguir estar com o Senhor, depois de vermos a clara linguagem de Paulo, é uma estupenda falsidade. Se nós vamos estar com o Senhor através do nosso espírito imortal quando morrermos, então não vamos estar com Ele por meio da vinda visível de Jesus, a ressurreição dos mortos, e a transformação para a vida. As palavras de Paulo, então não seriam verdade. Não existe uma forma possível de evitar tal conclusão, salvo afirmando que a descida do Senhor do céu, o poderoso brado, a trombeta, a ressurreição dos mortos e a transformação para a vida, todos ocorreriam quando a pessoa morre – uma posição demasiado absurda para ser considerada"[1]

Azenilto Brito complementa:

"Observem novamente que, em 1 Tessalonicenses 4:16, 17, Paulo espera estar presente com o Senhor. Ele descreve a vinda gloriosa de Cristo, a ressurreição dos mortos e a trasladação dos santos vivos. Então diz que 'assim estaremos sempre com o Senhor'. Essa palavra 'assim' significa, portanto, desta forma, ou por esse meio. Ele está dizendo: Isto é como vamos chegar a estar com o Senhor. Se, portanto, é através da vinda de Cristo e da ressurreição que chegaremos a estar com o Senhor, então é óbvio que não vamos estar com o Senhor antes desse tempo"[2]

Desta forma, podemos ver que Paulo exclui a ideia de estar com o Senhor através de uma alma imortal que sobrevive à parte do corpo após a morte, pois coloca como únicos meios para se estar com Cristo a ressurreição (para os mortos) e o arrebatamento (para os vivos). Nada de uma outra opção alternativa para aqueles que já morreram!

Na consolação aos tessalonicenses, falando sobre os seus parentes já falecidos, o apóstolo jamais indica que eles já estão na glória do Paraíso, muito pelo contrário, os consola unicamente com a esperançada da ressurreição dos mortos (cf. 1Ts.4:18), o que não faria sentido nenhum se fosse apenas para um corpo morto que já virou pó se as almas imortais já estivessem com Deus no Céu. A consolação de Paulo, voltada totalmente para a ressurreição, além de omitir que os seus amigos e parentes já estivessem na glória, afirma ainda de modo categórico que “de modo algum precederemos os que dormem” (cf. 1Ts.4:15), indicando que mortos e vivos entrarão no Paraíso no mesmo momento.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

Extraído de meu livro: "A Lenda da Imortalidade da Alma"


-Artigos relacionados:


-Não deixe de acessar meus outros sites:

Apologia Cristã (Artigos de apologética cristã sobre doutrina e moral)
Heresias Católicas (Artigos sobre o Catolicismo Romano)
O Cristianismo em Foco (Reflexões cristãs e estudos bíblicos)
Preterismo em Crise (Refutando o Preterismo Parcial e Completo)


[1] CREWS, Joe. O que a Bíblia diz sobre estar ausente do corpo. Disponível em: <http://setimodia.wordpress.com/2008/12/16/livreto-o-que-a-biblia-diz-sobre-estar-ausente-do-corpo/>. Acesso em: 19/08/2013.
[2] BRITO, Azenilto GuimarãesO que é estar ausente do corpo. Disponível em: <http://www.c-224.com/Ausente.html>. Acesso em: 19/08/2013.
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11 de setembro de 2013

Os que morreram estão vivos em outro mundo?


Contraste entre Cristo e os homens mortaisNo primeiro caso, os que recebem os dízimos são homens mortais; lá, porém, se trata de alguém do qual se declara que vive(cf. Hb.7:8). Aqui contrasta-se “homens mortais” com aquele vive [atualmente] – Cristo. Este versículo simplesmente não faz lógica para os imortalistas. Em primeiro lugar, porque os que recebem o dízimo “no primeiro caso” (pelo contexto, os levitas – cf. Hb.7:5,6) também deveriam estar vivos assim como Cristo, pois seriam imortais através de uma alma eterna que lhes teria sido supostamente implantada.

Em segundo lugar, o contraste que faz o autor de Hebreus é muito claro: Jesus é aquele “que se declara que vive”, ao contrário dos demais homens! Ora, se existisse a imortalidade da alma então aqueles homens também estariam vivos e, portanto, o contraste ali apresentado seria nulo e sem sentido. Novamente vemos a distinção entre Cristo e os outros que já morreram, assim como a antítese entre Cristo e Davi (cf. At.2:34), e entre Cristo e os demais (cf. At.19:25), vemos também aqui o fato de que os homens são mortais, mas Cristo vive!

O texto original do grego traz: “apothnesko anthropos” – homens mortais – e, em seguida, aplica os termos gregos: “ekei de” – lá, porém. Veja que o autor faz questão de ressaltar o caráter de um contraste. A última palavra deixa claro uma condição: “mas; porém; contudo”. Ele ressalta um nítido contraste, uma antítese, entre um grupo (levitas) e o outro (Cristo). Após ressaltar que estava elaborando um contraste entre um e outro grupo, ele declara que a respeito de Cristo: “marturoumenos oti zê" – testemunha que vive.

Em outras palavras, dado o devido contraste, Cristo continua vivo e os outros não; à Cristo se declara que vive, aos outros homens se declara que são mortais; é muito claro a partir deste versículo que Cristo está atualmente vivo, ao contrário dos demais homens. Aqui são homens que estão mortos; lá, porém, trata-se de alguém que está vivo. Embora na teologia imortalista todos os que morreram já estão vivos em algum lugar (até mesmo junto com o próprio Cristo), o autor de Hebreus faz o contraste e distinção entre ambos – lá estão mortos, aqui está vivo!

Isso provém do fato de que Jesus já ressuscitou antes (cf. 1Co.15:22,23) e, por isso, vive. Os outros, contudo, esperam a ressurreição (sem vida), o que explica o nítido contraste feito pelo escritor de Hebreus, entre o Cristo vivo e os demais mortos. Se tanto Cristo quanto os outros homens que morreram estivessem todos vivos, então a antítese perderia completamente o seu sentido. Só entende esta passagem quem realmente crê que não existe vida entre a morte e a ressurreição, sendo a morte o fim da existência. A passagem é uma prova incontestável de que Cristo está vivo e os outros do “primeiro caso” estão, realmente, mortos - sem vida.


Antítese entre os que morrem e o que permanece eternamenteE, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer. Mas este, visto que vive para sempre, Jesus tem um sacerdócio permanente. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, pois vive para sempre para interceder por eles” (cf. Hb.7:23-25). Aqui vemos que o motivo pelo qual Cristo tem um sacerdócio perpétuo provém do fato de que ele permanece [vivo] para sempre!

Ora, se os homens subsistissem fora do corpo em estado desencarnado por meio de uma alma imortal, segue-se então que eles também permaneceriam para sempre. Novamente, vemos como é confusa a doutrina imortalista, porque de novo faz com que o contraste feito pelo escritor seja fútil, sem sentido, pois ambos permaneceriam para sempre. Se Cristo permanecesse vivo para sempre e os outros também, isso não seria antítese coisa nenhuma. Isso ignora completamente o contexto bíblico e o fato de ele aplicar a partícula grega “de” – mas; contudo; entretanto.

É muito claro que se trata de uma antítese, de um contraste entre o Cristo que está vivo e os demais que estão mortos. Se seguimos a lógica incontestável de que os que já morreram realmente estão sem vida (pois não existe forma de vida consciente entre a morte e a ressurreição), então tudo começa a fazer sentido. A morte os impede de permanecer (v.23); mas Cristo vive para sempre (v.25), porque tem um sacerdócio perpétuo proviniente do fato de que permence vivo eternamente (v.24)!

Novamente, vemos que toda a antítese aqui feita revela-nos que a doutrina da alma imortal não bate com o que é nos dito. Afinal, os dois grupos viveriam para sempre e os dois grupos permaneceriam eternamente vivos. Isso significa contrariar o pensamento do autor, que segue uma lógica incontestável: Cristo está vivo; os demais, mortos.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

Extraído de meu livro: "A Lenda da Imortalidade da Alma"


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